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MEDIADOR, SEMEDIADOR

    
    Comemorando os 20 anos do NEM, neste ano de 2022, gostaríamos de reviver alguns momentos importantes para o Núcleo e para a mediação. Um desses momentos foi quando, em 2017, o integrante do NEM, Mediador, Instrutor de Mediação, Semediador (como gosta de ser chamado!) Henrique Alam de Mello de Souza e Silva nos brindou com o texto que você poderá ler a seguir. Desde 2016 Henrique já havia cunhado o termo "semediar" e passou a utilizá-lo, designando-se "semediador".
    
    Foi no ano de 2016 que Henrique Alam brindou o NEM com o poema "Mediador, semediador", motivo da V Jornada de Mediação do Nupemec/TJRS.

Mediador, semediador

Perdoem-me os linguistas e os estudiosos do idioma.
Perdoem-me os letrados e as pessoas avessas às mudanças.
Não se trata de inventar palavras,
não estou ofendendo a Língua Portuguesa.
Digo-o por plena convicção.
Digo-o por pleno amor.
Se, no meu ofício, planto ideias... de do meu esforço saem frutos...
Nada mais justo, nada mais conclusivo
Do que me chamarem "semediador"!

- Henrique Alam de Mello de Souza e Silva
Mediador Judicial

(publicado pela primeira vez no ano de 2016)

    Com muito orgulho compartilhamos, novamente, o texto que foi publicado originalmente publicado em 21/07/2017 em https://www.blogger.com/blog/post/edit/2304960730461266990/2563049660259977539


Semediar com Amor

Por Henrique Alam de Mello de Souza e Silva


Quanto mais conhecemos o trabalho de grandes mediadores, mais nos motivamos a fazer um trabalho melhor. Olhamos para mediadores que são referências locais, como alguns professores ou estudiosos da Mediação; vemos o trabalho de mediadores regionais ou nacionais, que dão palestras e cursos para um grande número de pessoas, e que (espera-se) trabalharam em casos difíceis de mediação envolvendo múltiplas partes ou comunidades. Temos, ainda, mediadores que alcançaram um nível internacional, fazendo conexão entre grandes grupos ou países. Independentemente do nível em que eles estão (ou que nós estamos), sempre haverá pessoas para termos como referências. A essas pessoas chamo de “semediadores”.

E como fazer para alcançarmos o melhor de nós? Sim, porque o que queremos não é alcançar o mesmo nível dessas pessoas: elas devem ser nossas referências, nossos parâmetros, mas ninguém melhor a superar ou a atingir do que a nós mesmos. Pois bem, como fazê-lo? 


A resposta poderia ser dada de várias maneiras — e todas elas terão como base a prática da mediação aliada à leitura —, mas creio que seja possível um norte para iniciarmos nossa melhora individual, resumido numa bonita sigla: AMOR.


“A”, de “autenticidade”. A letra inicial da nossa dica é, sem dúvida, o objetivo mais difícil de ser alcançado. Comecei nossa reflexão dizendo que admiramos pessoas, que reconhecemos o trabalho que os outros fazem; afora isso, sabemos que há mediadores que escreveram verdadeiras obras sobre mediação, que têm insights sensacionais, que nos envolvem com seus cursos e suas aulas (eu próprio, enquanto escrevo essas linhas, lembro de tantas mulheres e homens que representam pra mim o meu melhor adubo para a semediação!). 


Entretanto, o que o mediando busca em nós não é a encarnação de um “Como chegar ao sim”, nem a  elegância da Tânia, ou o sorriso da Izabel, nem a precisão cirúrgica do Marcelo, o conhecimento da Ana Valéria, ou a fala calma do Cláudio, nem a paz no olhar da Vanderlei. São características boas, e devem ser inspiração para nós. Mas os mediandos que procuraram nosso trabalho esperam de nós que sejamos — mais do que qualquer coisa — autênticos. É preciso valorizar as qualidades dos outros, desde que as nossas próprias tenham igual prestígio por nós mesmos. Se as pessoas a quem atendemos na mediação pudessem escolher entre confidencialidade e autenticidade, tenho plena convicção de que optariam por mediadores autênticos, e neles passariam a confiar.


Autenticidade (é bom que se diga) não tem a ver com “ser como se é, e ponto!”. Isso seria, na melhor das hipóteses, arrogância. A autenticidade que aqui me refiro é ter muitos bons exemplos, e segui-los na exata medida da naturalidade.


“M”, de “metodologia”. Em todos os cursos e livros básicos ou avançados somos informados de que existem “mediadores natos”. Com frequência, utilizam a imagem da mãe com os filhos, ou de alguma professora ou outra profissão ou tarefa que medeie conflitos. Assim é. Em certo sentido, somos todos potenciais mediadores tais qual a semente é uma árvore em potencial. E, por mais que tenhamos que buscar a autenticidade, não poderemos deixar de ter uma metodologia, porque também não há árvore sem raiz.


Num panorama atual, percebemos que há, basicamente, três métodos de mediação: a facilitadora, a avaliativa e a transformadora, que são subdesenvolvidas em muitas outras. Não há tempo para entrar aqui em explicações ou opções por um ou outro método, mas é interessante que os tenhamos em conta, para servir de base na nossa atuação. A metodologia será nosso ponto de partida, pois indicará a postura frente aos mediandos, as leituras que faremos e os resultados que queremos obter. Também será parâmetro para aperfeiçoarmos ou desenvolvermos outros métodos, jamais podendo ser para nós uma forma de aprisionamento, mas sim de chão firme para apoiarmos nossos pés. Grandes semediadores têm, portanto, autenticidade e metodologia.


“O”, de “organização”. Semediadores devem ser pessoas organizadas, no sentido mais amplo que possa ser entendida a qualidade da organização. Talvez comecemos pela nossa agenda, quando combinamos a data do primeiro encontro com os mediandos ou quando reagendamos as sessões. Não é bom sinal deixar alguém esperando, ou ter que transferir os encontros por falta de organização. Os encontros devem sempre acontecer nos horários agendados, até porque pode ser que nosso atraso seja ponto de reforço para a espiral conflitiva, ou — pior ainda! — causa para romper-se a confiança antes depositada.


A organização perpassa também por outro campo: aquilo que devemos estudar. Atualmente quase não temos dificuldade de encontrar bons livros de mediação, produzidos aqui ou traduzidos. Mas poucos — pouquíssimos — anos atrás, era difícil achar obras boas em português, e a compra pela internet acabava desmotivando pelo alto preço a ser pago com o frete e os impostos. 


A produção de muitas e boas obras deve ser um alerta para os mediadores afeitos da leitura: há que se ampliar o conhecimento, mas é bom ser organizado no que se lê. A frenética procura por livros pode acarretar compras desnecessárias e assuntos que poderão nunca ser trabalhados. Em contrapartida, aquele que se dedica bem a um tema (ou, pelo menos, a um tema por vez) terá mais chances de oferecer um trabalho mais sólido e organizado.


“R”, de “reciclagem”. Todos os meus grandes mestres, vi isso conforme foi passando o tempo, tiveram ou têm períodos de reciclagem. E, quanto mais admiro um professor, mais sei que é também decorrência das novidades que me apresentam. 


A reciclagem é irmã gêmea da coragem e da humildade. Andam juntas, inseparáveis. Não há reciclagem sem humildade, porque não é fácil reconhecer que somos seres em evolução, que os conflitos de ontem não são os mesmos de hoje, que o contexto não é o mesmo se comparado a quando começamos a trabalhar com mediação. E, para se reciclar, é importante — melhor, é fundamental — ter coragem. É a coragem a responsável pelo nosso melhor desenvolvimento pessoal, é aquele desacomodar-se, é o pensar fora da caixa, é a saída da zona de conforto. Sem coragem não há reciclagem, nem mesmo há humildade, porque se reconhecer necessário de mudança é também um ato corajoso.


Essas são minhas impressões sobre o que tenho visto de boas características dos grandes mestres, sejam eles famosos ou anônimos. Pessoas que se destacam com seus carismas pessoais e que contribuem significativamente para o meu crescimento e, sobretudo, para a minha vontade de ser melhor. 


O segredo de todas elas (agora revelado!) é aquilo que sempre foi evidente, e que sustenta todo o trabalho: o AMOR!


Henrique Alam de Mello de Souza e Silva,

Semediador.


O autoconhecimento do mediador: ilusões e possibilidades



Leonardo Della Pasqua 

Psicólogo, psicanalista. Mediador judicial e privado, instrutor e supervisor de mediadores judiciais pelo TJRS. Mediador certificado pelo ICFML – Instituto de Certificação e Formação de Mediadores Lusófonos. Membro do Núcleo de Estudos em Mediação da Escola Superior da Magistratura (AJURIS/RS). Membro do EMPATHOS – Instituto de Parentalidade e Mediação. Presidente da Sociedade de Psicologia do RS (2011-2013).

Em algum momento de sua prática profissional, todo o mediador acaba se deparando com situações onde sua atitude e condução foram determinantes para o procedimento. Ou ele foi protagonista demais ou precisava ser mais ativo, ou se identificou com a experiência dos mediandos ou foi frio e distante, ou intuiu possibilidades ou foi flexível com o procedimento. Aos poucos vai ficando claro o quanto o autoconhecimento afeta a qualidade e a eficácia do trabalho desenvolvido e questionamentos vão surgindo: Quais as possibilidades de autoconhecimento do mediador de conflitos? Como identificar os limites desta busca? De que modo é possível reconhecer e trabalhar com nossos “pontos cegos”?

Conhecendo a si mesmo

A maior parte das pessoas não faz ideia de quem sejam. Têm uma ideia acima ou abaixo do que realmente são. O profissional que trabalha com conflitos é responsável por criar um ambiente de lucidez e entendimento entre as pessoas e precisa conhecer os seus próprios limites, sob pena de comprometer a própria relação com a qual irá trabalhar. Quando o mediador ignora os atributos próprios do seres humanos (como as emoções, resistências, as tendências internas e as preferências) corre o risco de contrariar os próprios princípios da mediação, como a independência, a imparcialidade, a autonomia da vontade e a neutralidade, distanciando-se das condições necessárias para ser um facilitador do diálogo.

Para auxiliar nesta construção, abaixo indico algumas condições necessárias para ser mediador:

  1. Formação contínua: desenvolvimento pessoal, aprofundamento teórico, técnico e supervisão;
  2. Pessoa real do mediador: humano que comete erros;
  3. Visão das diferentes partes dos conflitos (internos e externos);
  4. Novos vértices de observação - visão binocular;
  5. Respeito: enxergar a pessoa sem rótulos e preconceitos;
  6. Terceiridade: terceiro que consegue pensar dentro e fora do conflito;
  7. Empatia: entrar dentro da experiência subjetiva do outro;
  8. Capacidade negativa: conter as angústias decorrentes do seu não saber;
  9. Intuição: olhar com um terceiro olho, com uma visão para dentro do sujeito;
  10. Ser verdadeiro.

Ilusões sobre o autoconhecimento

A Frase “eu que sei de mim” demonstra um ódio ao inconsciente, pois o autoconhecimento não pode ser atingido sem a interação com o outro. Sei de mim através do outro, pela interação com outro. Nossa identidade é constituída a partir dos traços do outro. Existe uma construção Ilusória de unidade. O eu é uma miragem, pois há uma divisão entre o que eu penso e o que o outro me mostra que eu penso. Neste sentido, o autoconhecimento é heteroconhecimento.

Um exemplo sobre esta questão é a famosa frase: "Tanto imitei Elvis Presley que me tornei John Lennon". Se observarmos com atenção esta fala, salta aos olhos o quanto o líder do Beatles se serve da identificação para construir o próprio eu. Enquanto ele apenas imita Elvis está alienado. Ao separar-se do cantor, mantendo uma identificação com ele, sua identidade se constitui.

A incomunicação é a regra e é comum usarmos a etiqueta da conversa nas nossas relações cotidianas. A lógica deste modelo funciona assim: “eu não te ouço e você não me ouve”. Há um pacto de silêncio onde tudo que não encaixa na intenção é recordado e jogado fora. Uma vez que eu identifico o que você quer dizer, qualquer coisa que não se encaixe neste discurso eu faço de conta que não ouvi. Entramos e saímos das conversas sem nenhuma mudança. O impasse se dá quando esta forma de diálogo invade a mediação. O desafio é estabelecermos uma ética da fala - impossível acontecer no cotidiano.

Autoconhecimento e processo de mudança

Uma das maneiras de se autoconhecer e caminhar na direção da mudança é tomar conhecimento dos desejos inconscientes. Investigar os próprios sonhos, com interesse e persistência, favorece esta caminhada existencial, pois o mundo onírico é precioso em revelar verdades difíceis de aceitar. É preciso exercitar o fortalecimento da razão, sem ignorar os processos mentais inconscientes. Atravessar a frustração, sem fugir dela, pode servir de bússola neste caminho. Para isto, deve-se vencer a preguiça e ser humilde nesta busca.

O autojulgamento deve gradativamente abrir espaço ao autoconhecimento. As técnicas usadas para ouvir e dialogar com os outros pode ser usada para estabelecer um diálogo interno, além de exercitar ver a si mesmo a partir do camarote, buscando um distanciamento emocional e cognitivo. A autoempatia é fundamental. Uma pergunta interna pode auxiliar na descoberta de seus verdadeiros interesses e necessidades: por que eu quero isto? Ou ainda: a serviço do quê eu desejo isto? Passar da culpa à responsabilidade favorece o autoconhecimento, pois a responsabilização é diferente das autoacusações – estas últimas tendem a buscar autopunições, não soluções para os problemas. Da hostilidade deve-se caminhar gradualmente em direção à cordialidade. Manter-se no presente e aceitar a si mesmo e aos outros como seres humanos não perfeitos é fundamental.

A maneira com fomos ensinados a nos avaliar frequentemente traz mais ódio por nós mesmos do que aprendizado. Sempre que nos percebermos reagindo com recriminação a algo que fizemos podemos nos questionar: qual necessidade não foi atendida e está sendo expressa por meio deste julgamento moral? Este processo provoca um luto necessário que nos ajuda-nos a entrar em conexão plena com as necessidades insatisfeitas e com os sentimentos que são gerados quando fomos menos que perfeitos. É uma experiência de arrependimento que nos ajuda a aprender com o que fizemos. É preciso atravessar este luto até chegar ao perdão. Recomenda-se a autocompaixão – a capacidade de ter empatia por ambas as partes de nós mesmos: a parte que se arrepende de uma ação passada e a parte que executou aquela ação.

Considerações finais

As ideias apresentadas apontam para a construção de um diálogo interno do mediador, onde o mesmo se responsabiliza pelas suas ações, evitando acusações ou julgamentos morais. Investimentos em desenvolvimento pessoal ou uma psicoterapia favorecem o autoconhecimento e são bem-vindos. Podem ajudar a minimizar inúmeras situações constrangedoras e de atrapalhação por parte do mediador.

O desejo do outro nos afasta de nosso próprio desejo. Quanto mais fizermos as coisas porque queremos, mais propósito encontraremos em nossas ações e na nossa vida.

Autoconhecer-se exige tempo e energia psíquica. É um trabalho que não termina, pois está em constante desenvolvimento. O mediador que não se conhece, cedo ou tarde será desafiado e poderá contaminar a mediação e sua relação com os mediandos. Quem decide atuar nesta profissão deve estar preparado para desacomodar-se. Quanto mais conhecedor de si, de suas limitações e de seus pontos cegos, mais possível será a realização do trabalho em mediação com eficiência.


Fontes:
GOLDENBERG, Ricardo. A utopia do autoconhecimento. Disponível em: https://youtu.be/hDhtnXt3TeM
KRISHNAMURTI, J. Como aprender sobre si mesmo? Disponível em: https://youtu.be/mSmX-c82cYQ

ROSENBERG, Marshall. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006

URY, William. Como chegar ao sim com você mesmo. Rio de Janeiro: Sextante, 2015.

ZIMERMAN, David E. Fundamentos psicanalíticos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

Marines Suares - Mediacion: Conduccion de Disputas, Comunicaccion y Tecnicas

Por Adriana Leite, Josiane Magalhães e Marilena Barônio
Marines Suares, Argentina, Psicóloga, Mediadora Familiar, Docente e formadora de Mediadores, autora de grandes e exitosos livros de Mediação, dentre eles o Livro Mediacion: Conduccion de Disputas, Comunicaccion y Tecnicas, composto por 309 páginas, da Editora Paidos Iberica, edição argentina, aborda que o ser humano é capaz de ser protagonista da sua vida e de seus conflitos, tomar decisões e ser responsáveis por elas. Suares convida-nos a acreditar no respeito, na confiança e na solidariedade e defende o potencial educativo da Mediação, como um procedimento de coconstrução de definições que tem características de deuteroaprendizagem (a capacidade de aprender a aprender), em que os atores do conflito assimilam e se tornam capazes de reproduzir esse modo cooperativo de atuar diante do problema. 
A autora propõe técnicas de aplicação para a resolução do conflito, levando sempre em consideração o pilar mestre que é a comunicação. As técnicas propostas pela escritora baseiam-se no empoderamento das partes, no reconhecimento do outro que se atinge com perguntas reflexivas, entre outras, gerando assim, oportunidades de construção de novos modos de se relacionar com o outro. A escritora alicerça seus estudos nos fundamentos teóricos do modelo circular narrativo de Sara Cobb, que tem como partida o entendimento de que estamos num período de exacerbação dos conflitos, étnicos, econômicos, sociais, políticos, religiosos, culturais, familiares, penais, comunitários e, necessitamos de novas teorias do conflito que não sejam limitadas pelo positivismo lógico e que  sejam sensíveis ao contexto, a interação, a cultura, ao poder e ao discurso.

A história de Fernão Capelo Gaivota

Por Josi Magalhães, Mediadora Judicial e integrante do NEM

A obra escrita por Richard Bach fala sobre um bando de gaivotas, tendo como personagem a ave conhecida como Fernão Capelo Gaivota, diferente das demais porque não se preocupava apenas em cumprir com o principal objetivo da sua espécie. Fernão buscava superar-se, ir além. Os companheiros, por acharem suas ideias absurdas, encontram consenso em expulsá-la do bando. Tempos depois, Fernão encontrou mais gaivotas que buscavam os mesmos propósitos. Nesse meio no qual se inseriu, pode aprender muito e, fazendo uso deste novo conhecimento, atingiu seu objetivo e se satisfez quanto ao caminho que havia vislumbrado para si. Por certo que essa história é uma metáfora sobre acreditar nos próprios sonhos, buscar o que se quer, mesmo quando tudo parece conspirar contra isso. O escritor faz reflexões sobre as pessoas, a sociedade, a quebra de paradigmas e a superação de limites.

Este livro me fez refletir sobre a importância de continuarmos lutando em busca da pacificação social. Por muito tempo isso foi apenas um sonho e recentemente está grafado como realidade dentro do Ordenamento Jurídico Pátrio. Modificar vícios arraigados por séculos, conceitos e preconceitos de quem nos chegue com desavenças para resolver, com toda compreensão e acolhimento.

Neste momento histórico, o Judiciário Brasileiro mostra que quando se trata de evoluir devemos pegar o infinito com uma mão e prender a eternidade no espaço de uma hora. Assim surgiu a Mediação como Política Pública Judiciária que possui entre os seus objetivos a função pedagógica de mostrar as pessoas que elas podem resolver conflitos entre si, sem precisar de intervenção externa, usando o bom senso unido a razão, sempre filtrando tudo com o coração!

Assim, somos, enquanto mediadores, estamos multiplicando em muitos mais uma certa Gaivota, que um dia foi apelidada de Fernão Capelo Gaivota.