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Núcleo de Estudos de Mediação convida


Participe do Núcleo de Estudos de Mediação ESM-Ajuris

 O encontro é aberto à comunidade de interessados na Mediação. 
 Contamos com sua presença!

Por um inverno menos frio

Colabore com a campanha do agasalho do NEM em 2016.

As caixas de coleta estão disponíveis nos CEJUSCs , NUPEMEC e Escola da Magistratura (Ajuris) em Porto Alegre.



MEDIAÇÃO: PARE, OUÇA, PERMITA-SE MUDAR!


No período natalino,   em que luzes e cores enchem as ruas e casas, muitas são as famílias  nas quais o Natal se resume  ao consumo, ao exterior. São famílias em crise, onde o diálogo  foi interrompido pelo som alto dos insultos e do não querer bem.
  O Conselho Nacional de Justiça, com a Resolução 125, propôs ao Judiciário Nacional  os métodos autocompositivos como política pública para incentivar o cidadão à busca da pacificação nas relações. Tivemos em 2015 duas vitórias no mesmo sentido com a  promulgação do novo Código de Processo Civil ( Lei 13,105)  e a Lei de Mediação ( Lei 13.140) onde o foco está  na mediação/conciliação como norma fundamental  e prevalente na  busca da  solução do conflito. Tudo parece novo. Alguns duvidam, muitos se entusiasmam e há  outros que agem e  vêm trabalhando, de forma  silenciosa, nas equipes de mediação extrajudicial e judicial. Nesse sentido, tem sido fundamental, no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, as ações implementadas pelo NUPEMEC do TJRS e  pelos Coordenadores de CEJUSC. Na liderança desses Coordenadores, no comprometimento dos mediadores e na adesão dos advogados, essenciais  na implementação dos métodos autocompositivos, estão as bases para a eficácia  no projeto humanizador e pacificador do Judiciário brasileiro.

Na mediação, o mediador é um facilitador da comunicação, nada impondo. Através de técnicas de comunicação, o mediador  propicia aos mediandos  em litígio espaço de escuta e de fala na busca da construção do entendimento.
O que para o Estado laico  é  uma política pública, para  cada um de nós é mais do que uma mera política sem cor e sem emoção, é uma efetiva forma de contribuir para a reconhecimento da cidadania, da dignidade humana. Mais  do que um procedimento técnico,  a mediação  passa a ser o espaço da empatia, da compaixão, do parar, ouvir e permitir-se mudar, tornar-se melhor na habilidade da convivência.  
As crises familiares ocorrem e, quando a desfuncionamento do sistema não permite a convivência dos casais, importante é ter presente que a parentalidade, vínculo   entre pais e filhos, não se rompe. O diálogo e o encontro no  restabelecimento de novas formas de convivência familiar é a proposta para os que, feridos pela dor, merecem o conforto de um sereno  recomeço. Portanto, para os que sofrem com as crises e desencontros é preciso o olhar compassivo.
Na medida em que for possível avançar no procedimento da  mediação, que tem por princípios-garantia a  autonomia de vontade e a confidencialidade, o mediador vai favorecer que cada um possa sentir-se livre para construir o entendimento. Ver o outro na sua dignidade, afastando os prejuízos das ideias preconcebidas, respeitando o funcionamento de cada sistema familiar favorecerá a empatia. A fala de cada um receberá a importância única e fará parte de uma trajetória de interesses comuns e sentimentos valorizados. Áqueles que têm paz nas famílias, que sejam instrumentos de pacificação aos que  sofrem. Áqueles que estão em crise, o Judiciário oferece a mediação judicial ou extrajudicial.  Basta recorrer  ao CEJUSC ou ao serviço de mediação de sua cidade. Aos interessados na mediação, é possível encontrar informações no site do TJRS: htpp://www.tjrs.jus.br.
Que o período de Festas Natalinas seja uma oportunidade de efetivo encontro, no compartilhamento afetivo, na tolerância, na simplicidade. Olhemos para o outro como parceiro na humanidade e, todos juntos, voltemos nosso olhar para a estrela da Paz.
              
Genacéia da Silva Alberton – Desembargadora
Coordenadora do Núcleo de Estudos de Mediação –ESM/AJURIS

LEDERACH E O XI CONGRESSO INTERNACIONAL DE MEDIAÇÃO

Ocorreu na cidade de Lima, Peru, de 23 a 26 de setembro o XI Congresso Internacional de Mediação e o I Congresso Nacional da Paz. A conferência magistral foi de Paul Lederach com o tema do TRANSFORMACIÓN DE CONFLICTOS, DIÁLOGO Y MEDIACIÓN.


Embora Paul, em diversos trabalhos e livros, venha discorrendo sobre os desafios na construção da paz, colocando como os principais o da polarização, o de construir espaços de articulação estratégica e construtiva , assim como o de sustentar processos de mudanças não violentas, seu viés na exposição foi o da liderança.

IV JORNADA DE MEDIAÇÃO – RELAÇÕES FAMILIARES

Realizou-se nos dias 03 e 04 de setembro de 2015, no Salão do Pleno Pedro Soares Muñoz, a IV Jornada de Mediação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, evento que está se tornando marcante para a Mediação no Rio Grande do Sul e que tem trazido para cá mediadores de diferentes Estados da federação.

Com o tema MEDIAÇÃO FAMILIAR: CUIDANDO DOS VÍNCULOS PARENTAIS, tivemos, como palestrantes, o Des. José Roberto Neves Amorim, Presidente do FONAMEC; Prof.ª Gabriela Irina Jablkowski (Argentina), Dra. Vanessa Aufiero da Rocha (São Paulo), Dr. Juan Carlos Vezzulla (Argentina) e Des. Luiz Felipe Brasil Santos (TJRS).

A mediação no novo Código de Processo Civil e suas implicações na área de família, sobre os quais discorreram o Des. Amorim e o Des. Luiz Felipe, trouxe à reflexão a necessidade de manter o cuidado com a estrutura dos CEJUSCs e dos serviços de mediação nas Comarcas assim como de divulgar as boas práticas que vierem a se realizar a partir da entrada em vigor do novo sistema processual.

A experiência das oficinas de parentalidade, desenvolvida com êxito em São Paulo pela Dra. Vanessa, e incluída pelo CNJ como proposta de trabalho na área familiar, foi apresentada aos mediadores como uma oportunidade de atendimento mais eficaz de famílias em situação de crise nas demandas judiciais.

A mediação familiar na perspectiva pedagógica, conforme apontado pela Profª Gabriela, demonstrou como a mediação, a longo prazo, poderá trazer uma mudança social, sendo uma oportunidade de conscientização da família acerca da responsabilidade parental que, na visão do Dr. Vezzula, vem ao encontro da garantia dos direitos dos filhos.

Além das palestras, durante o evento, foram apresentados pôsteres com trabalhos científicos na temática da jornada e divulgação do Núcleo de Estudos de Mediação.
Durante o evento foi realizada a certificação de Mediadores Judiciais e Instrutores, demonstrando a intensa atividade que tem sido realizada pelo NUPEMEC no sentido de instrumentalizar os CEJUSCs e serviços com mediadores capacitados a bem atender à população que busca o Judiciário.

(Foto: Eduardo Nichele - TJRS)
E visando ao fortalecimento dos mediadores na sua atuação como efetivos auxiliares da Justiça, durante a IV Jornada, foi divulgada a ANAMEJ: Associação Nacional dos Mediadores Judiciais.
O êxito do evento ficou evidenciado pela intensa participação e o entusiasmo de todos durante a Jornada, demonstrando o comprometimento dos mediadores no desenvolvimento da mediação como política pública e instrumento de pacificação social.

NEM na Multijuris

Já está disponível para acesso na Revista Multijuris o artigo "O Núcleo de Estudos no contexto da mediação no Rio Grande do Sul e as proposições legislativas na área da mediação", elaborado pela Coordenadora do Núcleo de Estudos de Mediação, Desa. Genaceia Alberton. O texto é fruto de um levantamento desenvolvido pelo grupo de trabalho do NEM, que analisou aspectos relevantes a serem debatidos sobre a mediação nas propostas do Código de Processo Civil (PL n. 8.046) e Marco Legal da Mediação (PL n. 7.169).
Este trabalho foi encaminhado aos Relatores das referidas proposições, como uma contribuição do Núcleo a estes importantes marcos na evolução da mediação no Brasil.
Participaram do grupo de trabalho os mediadores judiciais Aline Leão, Cláudio Fernandes Machado, Dionara Oliveira Albuquerque, Genacéia da Silva Alberton, Heloisa Kleemann, Jacqueline Padão, Maria Aparecida Canabarro Cunha, Nelnie Lorenzoni.

Acesse a Multijuris n. 13 de dezembro de 2014 e confira o artigo: http://www.ajuris.org.br/categorias/s3-publicacoes-e-artigos/revistas-e-jornais/c9-revista-multijuris/

O trabalho também está disponível na nossa biblioteca online.